Venom – Tempo de Carnificina

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Já escrevi a respeito de filmes sequenciais ou franquias, chame como preferir, particularmente, é um terreno delicado que precisa de muito cuidado ao ser revisitado. Hoje em dia, os fãs estão cada vez mais exigentes e, devido as novas produções, sempre aguardam serem surpreendidos em trabalhos futuros, ainda mais quando o primeiro filme da série alcança sucesso.

Nesta postagem falarei a respeito de Venom – Tempo de Carnificina, mas antes, falarei um pouco a respeito da inserção desse personagem no Universo Marvel, algo que começou lá em 2003 com o Homem-Aranha 3 com Tobey Maguire. No longa, podemos dizer que Venom aparece, primeiramente, como coadjuvante, mostrando sua influência em seu hospedeiro.

O tímido e pacato Peter Parker, ao ser infectado pelo alienígena acaba se transformando em uma pessoa completamente diferente à personalidade do fotografo do Clarim. Tal mudança chama atenção para o talento de Tobey Maguire que caminha livremente entre duas características tão distintas.

Esse é um ponto que destaco no filme. Tudo bem que não vemos Tobey Maguire com mais frequência em outros filmes, porém, conquistou muitos fãs ao ser um dos primeiros a interpretar o herói aracnídeo e, ouso dizer que muitos torceram para que continuasse no papel, entretanto, segundo informações, além de não ser um ator fácil de lidar, o Homem-Aranha 3, acabou não alcançando o sucesso de seus antecesssores.

Enfim, infectado com o alienígena, Peter começa a sentir-se mais seguro e passa a valorizar a si próprio, algo que fica claro ao comprar roupas diferentes. Outro detalhe que deixa de lado é aquele sentimento quase deuseficado que sente pela MJ. Ele começa a coloca-la em segundo plano e quando infectado, aí que deixa de lado de uma vez, provando que, quanto mais temos, mais queremos…

Mas, como todo filme segue um fluxo criativo, Peter percebe que está com sérios problemas e precisa se livrar de seu “oitavo passageiro”. Até este momento, Venom não é inimigo público, apenas de Peter, mas ao infectar Eddie Brock (Topper Grace) Venom mostra seu verdadeiro poder e deixa a vida do amigo da vizinhança verdadeiramente infernal, tão infernal que Peter pede arrego para um de seus maiores inimigos: Duende Verde.

Venom – o primeiro filme

Vamos deixar o Homem-Aranha de lado e vamos focar em Venom, um anti-herói que tem conquistado muitos corações, claro, ele não é um DeadPool da vida, mas acabou se transformando em um herói peculiar.

O primeiro filme solo do “parasita” aconteceu em 2018 e, desta vez, não chegou ao planeta de carona em um meteoro ou em gansos intergalácticos. Um visionário milionário e perturbado (uma combinação letal) descobre a existência de organismos vivos em um cometa e decide enviar uma nave para recolher algumas amostras e iniciar estudos onde, combina humanos com simbiontes para possibilitar a vida humana em outros planetas.

No entanto, a coexistência em um ser humano não é tão simples assim. O simbionte precisa se adaptar ao corpo do hospedeiro e não pode ser qualquer um, não é mencionado em nenhum momento o que difere um hospedeiro de outro, porém, como o foco não é explicação, mas, ação, esse detalhe fica apenas para reflexões ou conversas de cinéfilos. Enfim, atrás de todo cientista maluco, tem alguém que tenta revelar ao mundo a sua verdadeira intenção e em Venom, esse nome é Eddie Brock.

Eddie é um jornalista de sucesso que conta com muitos fãs, porém, como todo e qualquer bom jornalista, Brock busca a verdade e decide desmarcar a verdadeira intenção do Dr. Carlton Drake, porém, sem provas contundentes para justificar suas suspeitas, acaba destruindo, não apenas sua carreira, como também seu relacionamento. Eddie passa de astro para um Zé Ninguém em segundos e acompanhamos sua decadência. Pelo menos até a oportunidade de dizer a todos que estava realmente certo.

Um dos cientistas de Carlton Drake, contra os avanços dos experimentos com os simbiontes, abre o jogo e chama Eddie para revelar ao mundo a verdade sobre as verdadeiras intenções da empresa em que trabalha e como esses experimentos estão sendo conduzidos. E é neste momento que Eddie descobre o porquê de muitos moradores de rua estarem desaparecendo sem deixar vestígios, incluindo Maria, uma sem-teto conhecida de Eddie que está presa em uma das salas de pesquisa de Drake. E é justamente ao tentar ajudar sua amiga que Eddie acaba sendo infectado pelo alienígena.

Eddie Brock e Venom

Em seu filme solo, Venom não é aquele inimigo da humanidade como assistimos em Homem-Aranha 3, pelo contrário, o próprio simbionte confessa gostar de nosso planeta e ainda revela particularidades em comum com seu hospedeiro: Eddie, em meu planeta, eu também sou um bundão como você! Eddie e Venom começam a se conhecer e aprender a conviver um com o outro e juntam forças para combater um inimigo em comum: Carlton Drake.

Pelo lado de Eddie: quer mostrar ao mundo o vilão por trás do cientista e suas verdadeiras intenções; pelo lado de Venom: ele quer a exclusividade de ser o único simbionte no planeta, afinal, se tiver algum outro, ele poderá não ser o poderoso da história. Tanto é que, em alguns momentos, ele hesita em atacar seus inimigos por causa da cor de seus corpos. Quem assistiu Venom – Tempo de Carnificina, isso fica bem claro.

Venom 1 vale a pena assistir?

Particularmente, gostei muito do primeiro filme. Está muito bem construído e as progressões de ação, enredo, história, seguem um fluxo muito interessante que não deixa o telespectador morrendo de tédio, algo que atesta o profissionalismo de todos os envolvidos na obra.

A única coisa que realmente não curti foi a escolha do protagonista. Se você for fã de Tom Hardy, aceite minhas sinceras desculpas. Meu negócio com ele não é sua interpretação, mas sim sua expressão corporal, ele parece caminhar de uma forma meio desengonçada, insegura. E isso não é por causa do papel em questão, em Mad Max – Estrada da Fúria, você pode perceber sua postura.

Enfim, é um filme bem interessante e que merece sim ser assistido com toda certeza. Ok, a atuação do protagonista incomoda? Sim, mas não é algo passível de apertar o “stop” e buscar outra coisa para assistir. Beleza?

E o Venom – Tempo de Carnificina?

E chegamos ao novo filme do Venom, um filme que aguardei com muita, muita curiosidade para saber em quais aventuras essa dupla incomum se enfiariam, e, fiquei decepcionado ao assistir que seu inimigo era outro simbionte, ou seja, praticamente o mesmo inimigo do primeiro, mas com um hospedeiro diferente.

Em Venom – Tempo de Carnificina, destaco a atuação de Woody Harrelson, ótimo ator que mesmo em pequenos papéis, consegue se destacar pelo seu trabalho. Além de Woody, temos a direção de Andy Serkis (que interpretou Gollum de O Senhor dos Anéis) e, na sequência, além de Kelly Marcel assinando o roteiro temos também, Tom Hardy.

E já que estamos no assunto: a qualidade do roteiro continua e, algo que chamou minha atenção, Kelly Marcel é uma nova roteirista, porém, ótima. O trabalho anterior ao Venom de 2018 foi “Cinquenta Tons de Cinza” algo que demonstra sua versatilidade. Tom Hardy também se saiu muito bem, afinal, como disse, a qualidade, os momentos tensos e cômicos estão na medida certa e a história mais uma vez segue um fluxo coerente.

Mas para mim: Tom Hardy continua se movimentando de forma muito estranha… Enfim… Venom – Tempo de Carnificina é um filme que merece ser assistido e não deixa a desejar nada para seu debut, inclusive, o antagonista da produção e, pelo menos para mim, é um ponto negativo, como falei linhas acima, o que temos aqui é praticamente o mesmo filme mas com um foco diferente.

No mais…

Vale a pena… É um filme muito bom e o personagem Venom foi muito bem desenvolvido. A sequência atingiu uma arrecadação que permitiu aos estúdios envolvidos investirem em uma continuação, ou seja, nos resta aguardar para descobrir qual será o futuro do simbiótico mais querido do Universo Marvel, ainda mais por causa das cenas pós crédito de Venom 2, espero que não toquem na ideia de reencontro, afinal, no Homem-Aranha 3, Venom foi destruído e em Venom 1, ele chegou em uma nave construída pelo Dr. Carlton Drake. Vamos esperar e torcer para que seu novo inimigo não seja alguma versão de si mesmo novamente.


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