Sob o sol de Toscana

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Prometi para uma amiga que esta noite não escreveria devido ao terrível resfriado que se abateu sobre meu corpo. Ela sabe que ando trabalhando em um novo romance depois de muito tempo sem escrever, contudo, eis me aqui, escrevendo, mas acho que ela vai perdoar a quebra da promessa por se tratar de uma nova postagem no blog, e ainda mais, sobre algo que ela mesmo me presenteou.

Há muito tempo não escrevo nada sobre um filme e acabei de assistir um que me deixou completamente alucinado para escrever, ainda mais sendo um filme que cansei de ver na locadora e descaradamente ignorar, nunca peguei para assisti-lo, ou melhor, nunca tive interesse algum de assistir. E uso isso como uma máxima, pois até mesmo os filmes são assistidos em seu tempo certo.

Sob o Sol de Toscana, narra a história de uma escritora diante de um divórcio onde o marido lhe toma sua casa, e inconscientemente interioriza suas frustrações, porém, suas duas amigas percebem e decidem presenteá-la com uma viagem para Toscana. Ela hesita por alguns momentos, mas percebe para que lado estava rumando sem ao menos perceber e decidi aceitar a proposta, mas, ao chegar na cidade, se apaixona por uma casa antiga e acaba comprando e mudando para a cidade. E então, sua vida começa a mudar radicalmente. Frances (Diane Lane), protagonista da história, vê sua casa sendo reformada por três funcionários de países e costumes diferentes, entretanto, o que ela não nota, era que não era apenas a sua casa que começava a voltar a vida, mas ela própria também.

Recomendo este filme para as pessoas que perderam as esperanças devido aos acontecimentos tristes da vida, que acabaram se desiludindo de tanto sentirem os espinhos cravando em seu peito, este é um filme que mostra que precisamos aprender a perceber os sinais que estão em nossa volta, e que precisamos ficar atentos e viver, mesmo aqueles amores que não nos levarão a nenhum lugar, não estou dizendo que temos que sair por aí beijando o primeiro ou a primeira que aparece, não é isso, temos que ser seletivos e claro, sempre nos cuidar para não termos nenhuma surpresa indesejada, pois, um erro pode ser fatal para um futuro que espera estarmos prontos para vivê-lo.

Se você estiver em casa, deprimida ou deprimido por sentir-se sozinho e abandonado, vá até sua locadora e alugue esse filme, te garanto que as janelas de seu quarto escuro se abrirão e verá que vale a pena esperar e acreditar, que até mesmo a solidão tem sua razão de existir, pois ela não deixa de ser um ponto de equilíbrio entre a loucura e a sobriedade, onde paramos para pensar e reavaliarmos o que temos feito de nossa vida sentimental, e refletindo sobre ela, aprendemos um pouco mais sobre nós mesmos e nos preparamos dia-a-dia para aquele amor que dará razão a todas as lágrimas que derrubamos. Pois se o amor é a cura para todos nossos males, a dor nada mais é que um aprendizado para aprendermos amar como devemos amar.
Sejam felizes!


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