Matrix Resurrections

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Finalmente chega aos cinemas, Matrix Resurrections, o quarto filme de uma franquia que revolucionou a indústria cinematográfica. Chega carregado de expectativas e também, aquele medo a respeito de sua qualidade, afinal, não estamos falando de qualquer filme, mas sim, de um filme que marcou uma geração.

E o mais interessante a respeito do primeiro filme é o fato de ter sido recusado por alguns estúdios. Isso mesmo, a Warner não foi o primeiro, pelo contrário, e, se não me falha a memória, foi o derradeiro, ou seja, por pouco o projeto não acabou engavetado. Já pensou se isso acontecesse…

Na verdade, não ia fazer diferença, afinal, não podemos sentir falta de algo que desconhecemos, não é verdade? Enfim, confesso que sou um grande fã do primeiro filme e, lembro exatamente do momento em que foi lançado no Brasil.

Na época trabalhava para uma agência de publicidade que prestava serviço exclusivamente para a Warner Bros., do Brasil e, por essa razão, fui um dos primeiros a assistir essa obra de arte. Foi amor à primeira vista, tanto é que assisti ao filme, só nos cinemas, umas vinte vezes.

Bom, mas não estou aqui para falar do primeiro, mas relembrar de sua importância para a indústria cinematográfica, afinal, tanto Matrix quanto o Shrek foram divisores de águas em seus segmentos.

Vamos falar de Matrix Resurrections

Matrix Resurrections continua a saga de efeitos especiais que potencializou sua temática, no entanto, em minha franca opinião, é o que tem de semelhante com os demais filmes da franquia.

Em Resurrections acompanhamos novamente o despertar de Neo e sua busca pela sua amada companheira Trinity que foi inserida em uma vida comum com direito a marido, filhos e tudo mais que uma família pode ter.

Neo também foi recolocado na Matrix, em Resurrections, Neo não é o hacker que busca saber e destruir a Matrix, e sim um designer de games que recria aquilo que viveu nos filmes anteriores em um game de sucesso.

E por essa razão, novamente, Thomas não sabe se aquelas ideias fazem parte de sua imaginação, ou se são acontecimentos que fazem parte de sua memória, pelo menos até ser novamente desconectado de um casulo que o mantinha vivo na terra das máquinas.

Desperto, Neo parte ao resgate de Trinity e no decorrer dessa busca, o telespectador é apresentado para personagens que fizeram história nos filmes anteriores, como por exemplo, a triste realidade de Merovíngio, também nos reencontramos com Sati (você lembra dela?), entre outras personagens que marcaram presença.

Contudo, mesmo assim, Matrix Resurrections não atinge o que seus antecessores atingiram, prova disso é o fato de ter sido superado em bilheteria pelo filme da Turma da Mônica (nada contra filmes nacionais e muito menos contra a baixinha dentuça, ok!).

A Metalinguagem de Matrix Resurrections

Na minha opinião, o que temos aqui é um filme sobre outro filme, algo que se pronuncia descaradamente com os bonecos que decoram a mesa do então, designer de games, Thomas Anderson.

Como disse, os efeitos e as lutas continuam interessantes e cativantes, no entanto, quando o assunto é outro trabalho dos irmãos Wachowski nada mais comum que esperarmos por evoluções grandiosas, algo que não acontece nesse quarto filme.

Outro detalhe é o roteiro, ao ser despertado, Neo parece incorporar o antigo Neo que não acreditava que era o escolhido e que precisa de algo mais para perceber a sua importância para essa realidade.

Quanto as atuações, bom, Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss continuam grandiosos em suas personagens, no entanto, senti falta de Lawrence Fishburne como Morpheu e da atuação fantástica de Hugo Weaving como agente Smith.

Claro que tais personagens tão importantes ressurgem neste novo filme, no entanto, estão bem longe do que um dia representaram, quer dizer, o agente Smith continua naquela mesma pegada, agora, Morpheu… achei bem distante daquele líder visionário.

Vale a pena assistir Matrix Resurrections?

Sinceramente? Sim, claro. Apesar dos pesares, Matrix Resurrections tem seus pontos altos. Um dos maiores inimigos da nova produção é a expectativa e isso é algo que não podemos simplesmente deixar de lado, afinal, não estamos falando de um filme qualquer, mas de Matrix.


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