Diga sim à responsabilidade

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Hoje se fala muito sobre liberação do aborto. Esse ato, para muitos é considerado um pecado contra vida, para outros, um direito constitucional sobre sua liberdade de escolha. Em um assunto tão delicado, não existe um meio termo, não dá para sermos nem frios e muito menos, mornos, afinal, lidamos com vidas.

Por isso, quando o assunto é aborto, é preciso levar alguns pontos em consideração, como por exemplo: aquele ser que está crescendo no ventre é fruto de um estupro ou foi colocado ali por livre e prazerosa vontade? Esses dois pontos deveriam encabeçar as discussões e pesar na decisão de abortar ou não…

A vida não pode ser considerada um acidente de percurso, afinal, as placas servem justamente para nos alertar dos perigos da rodovia, das curvas perigosas. Caso não nos atentemos às placas, acidentes podem acontecer e, sexo é a mesma coisa que dirigir, temos que ser responsáveis por nós e pelos outros.

Digo responsáveis pelos outros por que, algumas pessoas são avessas aos métodos contraceptivos, são aquelas que utilizam frases de impacto para justificar sua irresponsabilidade, como: não quero chupar bala com papel, entre outros chavões que não vem ao caso, porém, é preciso lembrar que, se proteger é dizer sim para vida.

Para mesma vida que negamos por nossa mundana e mesquinha imprudência e, quando essa imprudência, esse capricho de não usar métodos contraceptivos gera uma vida, o aborto não deve ser visto como solução, mas sim como assassinato. Neste cenário, uma vida foi gerada, resultado de um ato sexual entre duas pessoas conscientes que sabem que aquilo naquilo pode resultar nisso.

E não importa se foi algo de momento; se nunca viu a pessoa antes em sua vida; se estava com umas e outras na cabeça… Não importa, se batemos o carro bêbados temos que arcar com as consequências, portanto: se beber, não dirija e, se for daqueles esquecidos, por gentileza, não transe também.

Já o segundo cenário é aquele em que a gravidez não é indesejada pelo esquecimento ou, por todas as drogarias do planeta estarem fechadas, mas sim, literalmente falando, por uma força maior e por que não, absurda? Para uma mulher, sofrer abuso já é algo que marca para o resto da vida, imagina ter um fruto desse fato caminhando de um lado para outro, nos lembrando com mais vivacidade tal episódio…

Com o tempo, algumas mulheres só lembram do fato ao assistir algum filme, diante de alguma notícia ou até mesmo algum comentário, ou seja, é possível se esquivar das lembranças, evitar o que faz lembrar, agora, uma criança… É um resultado de um ato sexual sem consentimento, ou seja, uma invasão… Imagina quando a criança perguntar: mãe, quem é meu pai? Já parou para pensar nisso?

Claro que também não podemos descartar a possibilidade daquele resultado ser a única coisa boa que aconteceu daquele episódio, mas, algo assim é digno de um ser extremamente indulgente, o que também é muito raro hoje em dia. Mas, algumas religiões pregam essa bondade, levam em consideração a vida que foi gerada, mas não a vida que foi dilacerada.

A vida que tem que conviver com aquela lembrança. Com aquela sensação de impotência, de violência e, o pior, em determinados casos, não conseguir sequer pensar em sexo por causa da recordação tão vívida, como uma ferida aberta que mesmo depois de tantos anos, ainda pulsa. Neste cenário gostaria de deixar uma enquete: E se fosse sua filha? Você incentivaria continuar com a gravidez? Amaria seu neto com todo coração sem ao menos lembrar-se que foi fruto de um ato que, quase destruiu não somente sua filha como também sua família?

Seja franco. E antes de levantar qualquer bandeira, seja um por cento indulgente e não pense apenas na vida que é gerada, mas sim, como aquela sementinha foi plantada ali.


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